12.4.07

Cantando na estrada

Saí pra conhecer o mundo lá fora.
Cantei a vida. Canto mal (todos falam) mas eu amo a minha voz...
Senti falta de alguém. Ah... E que falta eu sinto. Sempre.
Achei a vida colorida e bonita, apesar da saudade. É. A gente tem que conviver com certas coisas, né?
E podem me chamar de moralista, mas me preocupei ao ver uma criança no sinaleiro. Isso fez com que a vida ficasse um pouquinho cinza prá mim...
Mas continuei cantando.
Quem canta os males espanta.
Imaginei coisas possíveis e impossíveis, todas muito boas. Fiz planos mentais.
Quero seguí-los, assim como estou seguindo esta estrada.
Por um minuto, percebi que não guardo mágoas de ninguém e que amo mais de uma pessoa.
Por toda a viagem, quis fazer todos que conheço, e grande parte que eu desconheço também, feliz apenas com o poder da minha imaginação... Ah se fosse simples assim...
Percebi que aprendi muito nestes poucos anos de vida. E amadureci.
Engraçado: percebi que na minha estrada existem mais retas do que curvas e mais subidas do que descidas. O detalhe é que não quero parar de dirigir. E a subida não cansa. Ainda mais quando nos lembramos dos amigos e vamos a cantarolar...

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